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		<title>Beira de rio</title>
		<link>http://beiraderio.blog.terra.com.br</link>
		<description>Meu blog ser&#225; alimentado com cr&#244;nicas e outros textos diversos sobre temas do cotidiano, escritos como se eu estivesse tendo inspira&#231;&#227;o, sentada &#224; beira de um rio encachoeirado.</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
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			<title>Parece inverdade (Ou parece mentira?)</title>
			<description>Se algu&#233;m me dissesse, h&#225; dois meses atr&#225;s, que eu, hoje, estaria em Campos, compondo, como Coordenadora, a Equipe Jur&#237;dica do Eleitoral de Rosinha, eu diria que essa pessoa estava sonhando.
Sonhava sim, mas de olhos abertos, pois &#233; onde eu me encontro, h&#225; dois meses, fazendo justamente o que disse acima.
E feliz, sabe? 
A morte do Edu me deixou sem ch&#227;o, sem norte. Achei e quis muita coisa. Mas Deus e Freud me salvaram. Fiz como eles determinam: parei e deixei as coisas acontecerem. E elas est&#227;o acontecendo.
Como &#233; voltar &#224; p&#225;tria de nascimento, mesmo que temporariamente? &#201; como sempre imaginei. Terr&#237;vel em quase todos os pontos. Bom para trabalhar. Afinal, aqui as dist&#226;ncias s&#227;o pequenas e a locomo&#231;&#227;o &#233; muito mais f&#225;cil do que na cidade grande. Assim, trabalhar fica mais f&#225;cil. Especialmente, aos 57 anos.
E moro no lugar em que trabalho. Bem instalada e longe do movimento do escrit&#243;rio, como trabalhei, aqui, durante mais de vinte anos.
Outro ponto mais que positivo &#233; estar perto de Lalane, Marco Aur&#233;lio, Pedro e Pipe, um dos meus sonhos de consumo acalentado.
Todavia, em quase todos os outros aspectos, retornar a Campos &#233; desconfort&#225;vel. Ver a cidade se esvaindo, as casas sem pitura, espig&#245;es subindo, os mesmos fofoqueiros e invejosos de plant&#227;o. O diz-quediz-que natural daqui, mas do qual eu pensei que j&#225; estivesse livre. 
As pessoas, aqui, s&#227;o m&#225;s. T&#234;m o olhar enviesado daqueles que n&#227;o divisam o horizonte. E n&#227;o s&#227;o m&#225;s s&#243; por dolo. O s&#227;o, tamb&#233;m, por desinforma&#231;&#227;o, por contentarem-se com o pouco, o menos. 
De 15 em 15 dias vou ao Rio, para ser analisada pelo meu terapeuta. Da primeira vez, olhei a casa com tristeza. Afinal, foi l&#225; que vivi triste demais os &#250;ltimos doze meses. Tenho que revolver o meu apartamento e&#160;passar a morar nele, de verdade.
Tenho um amigo, decorador de interior, que se comprometeu a ir comigo ao Rio para a gente colcoar a minha cara no apartamento.
Preciso recome&#231;ar a viver. De outra forma, com outros olhos. Caminhando em frente, mais feliz. Todavia, com um retrovisor, para ir corrigindo os percal&#231;os e trope&#231;os.
Quero me encontrar comigo. Quero come&#231;ar a treinar a viver sozinha. Quero me encontrar, tamb&#233;m, com o Rio. A minha nova cidade. A minha nova casa.
Esta vida cigana se parece com o turbilh&#227;o que vivo por dentro. Ainda n&#227;o parei. Ainda n&#227;o deitei confortavelmente a Rosemary. Ainda n&#227;o sosseguei, n&#227;o pude balan&#231;ar na rede e jogar pensamento fora.
A ansiedade que toma conta de mim, a vida que desvivi, precisam ser olhadas com respeito e decis&#227;o. Quero tomar p&#233; delas e resolv&#234;-las, terminar de conhec&#234;-las e dom&#225;-las. 
Quero ser, finalmente, Rosemary. E s&#243;.</description>
			<link>http://beiraderio.blog.terra.com.br/parece_inverdade_ou_parece_mentira</link>
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			<title>E voc&#234; ainda estava aqui</title>
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&#160;
Edu, 17 de outubro de 2006 Depois do &#8220;filho da gamela&#8221; e das suas constantes reclama&#231;&#245;es interessantes sobre o meu h&#225;bito de bilhetes, tenho, at&#233;, medo de escrever qualquer coisa pra voc&#234; e ser debochada. Afinal, me casei com um ariano. Mas, vou fazer de conta que nada houve, porque preciso lhe dizer algumas coisas. As mulheres em geral, quando est&#227;o sozinhas, dizem que est&#227;o muito bem e &#233; verdade. A gente se acostuma com o estado de solid&#227;o e n&#227;o tem, mesmo, um companheiro. Ent&#227;o vai fazer o qu&#234;? Sobreviver com dignidade. Mas, viver acompanhada e viver acompanhada de voc&#234; &#233; muito melhor. Aquele que tem a alma g&#234;mea da minha. Que combina nos anseios e no estilo de vida, no companheirismo e no amor que, tenho certeza, voc&#234; me dedica. Meio turr&#227;o, &#224;s vezes, meio desesperado, quando v&#234; o dinheirinho indo embora, mas n&#227;o diferente de mim e da maioria absoluta das pessoas. Afinal, todos t&#234;m as suas mazelas. Obrigada, meu amor, por estar comigo em tudo (at&#233; nas implic&#226;ncias e nos meus arroubos antigos de provas de amizade). S&#243; que, agora, aprendi e, nunca mais, vou agir como se comprasse afeto e nem permitir que voc&#234; me deixe faz&#234;-lo. Obrigada por ter me feito ter uma casa t&#227;o linda e que vai ficar mais bonita ainda, porque, apesar de estar muito fr&#225;gil, tenho certeza de que Deus vai me dar esta casa. Afinal, Ele n&#227;o falha. Obrigada por voc&#234; aturar pedreiros dif&#237;ceis &#8211; j&#225; estamos, quase, chegando ao fim. Obrigada. Quero, cada vez mais, estar mais pr&#243;xima de voc&#234;. A gente se conhecendo, se curtindo, curtindo a vida. Quero terminar com voc&#234; este resto de vida que vou viver. Beijos de muito carinho. </description>
			<link>http://beiraderio.blog.terra.com.br/e_voce_ainda_estava_aqui</link>
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			<title>Aos meus sobrinhos</title>
			<description>&#160;
Meus sobrinhos queridos, 08.06.06 
Adoro morar em B&#250;zios. Foi a minha grande escolha e descoberta. Mas, viver sem voc&#234;s, d&#243;i na carne. N&#227;o voltaria para Campos, por raz&#245;es que todos conhecem e/ou imaginam. E n&#227;o moraria no Rio, em raz&#227;o do tr&#226;nsito, da viol&#234;ncia, etc. Gostaria, mesmo, &#233; que Deus me desse a chance de morar no ar, num lugar muito lindo, no meio do caminho, para, quando me desse saudade, eu pudesse ir voando para perto de cada um de voc&#234;s. Passamos, juntos, as maiores tristezas e imensas alegrias. A nossa rela&#231;&#227;o nunca foi de papel. Sempre houve muita presen&#231;a de parte &#224; parte. E, em especial, muita verdade. Formamos, ent&#227;o, uma rela&#231;&#227;o forte. Sinto saudades de cada um. De acariciar os cabelos, de ler hist&#243;rias, de cantarmos juntos, de jogar bola com Bruno e Laura, de conversarmos coisas alegres e s&#233;rias. De estarmos pertinho, sempre. As nossas op&#231;&#245;es de vida nos dividiram. Fazer o qu&#234;? Mas que a saudade d&#243;i, l&#225; isso d&#243;i e muito. Se n&#227;o tivesse onde reclinar a cabe&#231;a, j&#225; seria feliz, pois tenho voc&#234;s. Com quem sei que posso contar. Voc&#234;s me t&#234;m inteira e sabem que podem contar comigo, SEMPRE. Que porcaria que existe jogo do Flamengo e do Fluminense. Que porcaria que Chico ainda canta &#8220;Agora eu era her&#243;i&#8221;. Queria estar a&#237;, perto de cada um, a cada jogo; quando tocasse qualquer das nossas m&#250;sicas. Este &#233; o meu testamento de amor. Se fui feliz na terra &#8211; e o fui por muitos motivos, o maior deles foi ser tia de voc&#234;s, meus amores, meus queridos, meus adorados. Acho que j&#225; disse tudo isto a voc&#234;s. Mas fa&#231;o quest&#227;o de repetir, todas as vezes em que tenho vontade. Beijos de amor e saudade, num lindo dia de sol, em B&#250;zios. </description>
			<link>http://beiraderio.blog.terra.com.br/aos_meus_sobrinhos</link>
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			<title>Anivers&#225;rio da minha Princesa que baila</title>
			<description>11 de junho de 2008
Hoje &#233; anivers&#225;rio da minha Princesa que baila. O bailado dela &#233; ritmado, leve e lindo. Bem azul. Impressionados, os peixinhos v&#234;m &#224; tona para v&#234;-la bailar. &#192; noite, a lua e as estrelas conversam, entre si, emocionadas com tanta beleza. E, quando amanhece, o sol fica procurando a melhor posi&#231;&#227;o para iluminar a grandiosa bailarina, que rodopia, rodopia. As pessoas se acotovelam e pedem licen&#231;a para ver a maga dos p&#233;s, passos e posturas. Os escrit&#243;rios, as escolas, os teatros, as institui&#231;&#245;es p&#250;blicas e privadas liberam os seus componentes para ver a artista da alma dan&#231;ar. &#201;! Artista da alma. Porque a minha bailarina n&#227;o faz passos aprendidos na escola. Os seus passos v&#234;m do seu cora&#231;&#227;o sens&#237;vel. Baile, Minha Bailarina! Baile! &#201; assim, bailando, que voc&#234; vai deixar gravada a ouro a sua hist&#243;ria. </description>
			<link>http://beiraderio.blog.terra.com.br/aniversario_da_minha_princesa_que_baila</link>
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			<title>Um ano se passou</title>
			<description>Edu,&#160; 9 de junho de 2008
Um ano sem voc&#234;. Contado dia por dia. Do&#237;do dia por dia. &#8220;O nosso amor ningu&#233;m inventa&#8221; S&#243; n&#243;s dois, que reinvent&#225;vamos tudo. H&#225; um ano, desvivo. Perplexa, at&#244;nita, paralisada. Pensando em como o mundo me deixou sem voc&#234;. Sem o seu sil&#234;ncio, que falava t&#227;o alto. Sem os seus mimos. Sei que, se voc&#234; pudesse, me diria para caminhar, ir em frente, tentar, seguir. Mas voc&#234; n&#227;o est&#225; aqui &#8220;para me levar pra frente&#8221;, como disse o nosso Tom, que, ali&#225;s, almo&#231;ou ontem comigo. Emblematicamente, hoje amanheci melhor. &#201; que voc&#234; deve ter vindo &#224; tona, num mergulho imenso, para me dizer, da beira do mar que te abriga, que voc&#234; tamb&#233;m me ama, que &#233; para eu ficar em paz. Laura, como n&#243;s sab&#237;amos, tem sido um anjinho da guarda meu. Sem voc&#234;, fica tudo &#8220;esconso&#8221;, no dizer de Jorge Amado. Eu te amo, meu amor. Fique com Deus. Conte a Ele sobre n&#243;s.</description>
			<link>http://beiraderio.blog.terra.com.br/um_ano_se_passou</link>
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